sexta-feira, 17 de março de 2017

Raio de sol - Kim Holden




Segredos. Todo mundo tem um. Alguns são maiores que os outros. Alguns, quando revelados, podem curar você... E outros podem acabar com você. Faça épico, costuma dizer Kate Sedgwick quando quer estimular alguém a dar o melhor de si. Nascida numa família-problema, com direito a mortes e abandono, a garota de dezenove anos sempre buscou fazer a diferença. Em vez de passar os dias lamentando os infortúnios da vida, como tantos fariam em seu lugar, sempre vê as coisas pelo lado positivo; não é por outro motivo que Gus, seu melhor amigo, a chama de Raio de Sol. E é por isso que, quando passa na faculdade e se muda da ensolarada San Diego, na Califórnia, para a fria cidade de Grant, em Minnesota, ela leva consigo apenas boas lembranças e perspectivas. O que ela não espera é que será surpreendida pelo único aspecto da vida em relação ao qual nunca quis ser otimista ao conhecer Keller Banks, um rapaz que parece corresponder aos seus sentimentos. Acontece que tanto ele quanto ela têm segredos. E segredos, às vezes, podem mudar tudo.

   A primeira coisa que gostaria de falar sobre esse livro é o quanto aprendi com Kate, personagem principal, o quanto amadureci com a visão do mundo dela, dos problemas e obstáculos que temos na vida e como ela enfrenta isso de forma tão inspiradora... Acho que essa palavra vai sempre me lembrar Kate a partir de agora: inspiradora! Ela me fez enxergar as coisas de forma diferente. Demorei um pouco para digerir a história e por isso demorei a resenhar.
"Hoje minha vida é maravilhosa. Eu não quero pensar no amanhã. Ou no dia depois após ele. Então eu repito para mim mesma: Hoje, minha vida é maravilhosa."

   No início esperamos algo mais clichê, um New adult com uma "amizade colorida" entre nossa protagonista e seu melhor amigo Gus, que desde as primeiras páginas percebemos a importância dele e a ligação forte entre os dois. Mas a autora nos surpreende com uma profundidade na história que não esperávamos...
   Kate está saindo da Califórnia, onde sempre viveu, para a faculdade em Minnesota, um contraste com a Califórnia diga - se de passagem.  Ela está indo para a faculdade, e lá ela logo vai encontrar pessoas boas e que gosta logo de cara. Uma delas é Keller Banks, um garoto que trabalha no café que ela começa logo a frequentar por ser uma viciada em café ( sério gente, fiquei surpresa com quanto café essa menina bebia rs), nesse encontro nos já sentimos borboletas e arco - íris no ar e já ficamos ansiosos para saber o que vai acontecer.
   Porém uma coisa que também fica clara para o leitor desde o início da leitura é que Kate tem segredos, uma bagagem que traz e que a "impede" de se aproximar mais de Keller. E um pouco depois iremos perceber que ele também tem uma bagagem, um passado ( ou presente...?) que faz com que não se aproxime mais de Kate, apesar de percebermos o quanto um gosta do outro.


"Eu sei que você me ama também. Só me deixa entrar. (...) É impossível não amar você. Por que eu não posso amar você? Por quê?"  

   O desenrolar se dá de forma surpreendente demais, não esperava tantas revelações; emocionante, e que faz com que o leitor torça por esse casal e faz nossos corações ficarem só o caco, mas a gente ama isso, não é?
   Os personagens da história são incríveis, principalmente vistos pelo olhar de Kate. Fiquei apaixonada por uma em especial, super fofa, que não posso revelar mais para não dar spoiler. Outra pessoa que chamou a atenção foi o amigo de Kate, Clayton, um personagem homossexual que vai trazer a história mais uma coisa para refletirmos: preconceito. E como Kate lida com isso é incrível, ela ajuda, entende e abraça o amigo de forma tão amorosa.


"Não julgue. Nós todos temos nossas merdas. Cuide de sua vida e não meta o nariz onde não é chamado. E se você for chamado, ajude, não julgue."
   A carga de aprendizado foi muito grande como eu disse, tenho certeza de que não sou a mesma Gabriela de antes de ler Raio de sol. Aprendi também a ver o mundo de forma mais positiva, como Kate, a olhar mais dentro do outro, não apenas o que demonstra. Enfim, um lição de vida. Para quem ainda não leu, indico de olhos fechados, e quem já leu, vamos chorar juntos (risos).

"Sei que você está triste agora. Sinta a dor, mas não se agarre a ela. A dor sufoca a vida. Deixe que passe. (...) Você tem uma vida incrível pela frente. Aproveite ao máximo cada minuto. Começando agora."
Grande beijo! 

terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Um perfeito cavalheiro - Julia Quinn

  Sophie sempre quis ir a um evento da sociedade londrina. Mas esse é um sonho impossível. Apesar de ser filha de um conde, é fruto de uma relação ilegítima e foi relegada ao papel de criada pela madrasta assim que o pai morreu. Uma noite, ela consegue entrar às escondidas no baile de máscaras de Lady Bridgerton. Lá, conhece o charmoso Benedict, filho da anfitriã, e se sente parte da realeza. No mesmo instante, uma faísca se acende entre eles. Infelizmente, o encantamento tem hora para acabar. À meia-noite, Sophie tem que sair correndo da festa e não revela sua identidade a Benedict. No dia seguinte, enquanto ele procura sua dama misteriosa por toda a cidade, Sophie é expulsa de casa pela madrasta e precisa deixar Londres. O destino faz com que os dois só se reencontrem três anos depois, Benedict a salva das garras de um bêbado violento, mas, para decepção de Sophie, não a reconhece nos trajes de criada. No entanto, logo se apaixona por ela de novo. Como é inaceitável que um homem de sua posição se case com uma serviçal, ele lhe propõe que seja sua amante, o que para Sophie é inconcebível. Agora os dois precisarão lutar contra o que sentem um pelo outro ou reconsiderar as próprias crenças para terem a chance de viver um amor de conto de fadas. Nesta deliciosa releitura de Cinderela, Julia Quinn comprova mais uma vez seu talento como escritora romântica.

   Vamos mergulhar em uma linda recontagem de Cinderela... mas não, não é de autoria da Disney, e sim da nossa querida Julia Quinn. Essa autora nos faz enxergar de uma forma diferente, olhando de verdade para os sentimentos da protagonista, enxergando a fundo os sofrimentos que ela passa por ser uma filha bastarda, que precisa conviver com uma madrasta sem escrúpulos e uma sociedade preconceituosa. Apesar da semelhança com o conto da Disney, existem algumas divergências que fazem com que a gente abra os olhos.
   Sophie é filha bastarda de um nobre, com 3 anos ela é entregue ao pai, que não admite que ela é sua filha, porém os olhos esverdeados da menina muito parecidos com o pai o denunciam. Ele a trata como sendo sua pupila e permite que viva em sua casa, seja alimentada, vestida, educada de forma respeitável, porém nunca amada como uma filha de verdade. Quando seu pai se casa a menina vê no fato uma chance de finalmente pertencer a uma família e se aproximar do pai. Mas o que acontece é bem diferente. A menina é mais afastada ainda mais  por sua madrasta e ignorada pelas duas filhas dela.
   Assim os anos se passam. Quando o conde vem a falecer tudo muda para a pobre menina. Antes Sophie tinha direito a dignidade de ser educada, bem- vestida... Agora serve de empregada para as três mulheres da casa. Ainda assim Sophie é uma moça doce, gentil, adorada pelos outros criados da casa. Araminta, sua madrasta, não apenas a faz de empregada, mas grita a todo momento com ela, não paga um salário por seus serviços - que por acaso não são poucos - resumindo, é como uma escrava.
"Fora educada com carinho, ainda que sem amor, e a experiência moldara seus ideais e valores. Agora, ela ficaria eternamente presa entre dois mundos, sem lugar definido em nenhum deles."
   A menina sempre desejou ir  a um evento da sociedade londrina, ver como é. E essa hora chega: tão querida pelos criados, eles criam a chance para Sophie poder se divertir por uma noite. No baile de mascaras dos Bridgertons, ela usa roupas de sua avó que estavam guardadas a tanto tempo e sapatos da madrasta. Eles são "a fada madrinha" dela. É tão gostoso vê-la realizar esse sonho.
   E uma coisa tornará essa noite ainda mais mágica: Benedict! O segundo irmão Bridgerton, parte dessa família tão amável e apaixonante. Eles vão se conhecer, vão se encontrar de forma tão linda, estonteante, é de deixar qualquer um aos suspiros ao ler essa cena!
"Ela deu um passo para frente e ele soube que sua vida havia sido mudada para sempre.”
 "A beleza dela vinha de dentro. Ela brilhava. Cintilava. Era absolutamente radiante, e Benedict de repente se deu conta de que era porque parecia... feliz. Feliz por estar onde estava, feliz por ser quem era."
   Porém Sophie não revela quem é, nem mesmo diz seu nome e após algum tempo juntos a nossa Cinderela precisa partir, deixando apenas - não o sapatinho de cristal - uma luva e Benedict apaixonado.
   Anos mais tarde eles se reencontram, porém Benedict não sabem quem ela é. E ela não está muito disposta a contar... Pois agora é o momento de se conhecerem de verdade, de testar se aquele sentimento mágico da noite do baile de mascaras realmente existe, e quão forte ele será para enfrentar uma sociedade tão preconceituosa, pessoas cruéis, e tudo o que vier.


"Ele já se relacionara com várias mulheres por conveniência. Sophie era diferente. Ela o fazia rir. E o fazia querer fazê-la rir."
" - Mas uma das coisas que eu mais amo - falou - é o fato de que você se conhece. Você sabe quem é e o quanto vale. Tem princípios, Sophie, e não abre mão deles. - Ele segurou a mão dela e a levou aos lábios - Isso é tão raro..."  
   E mais uma vez vamos nos apaixonar por essa família, uma matriarca que prova que não é apenas um "dondoca", ela é forte, e é capaz de tudo para proteger os filhos e lutar por sua felicidade, e claro, bastante casamenteira (risos). É um livro que nos faz refletir sobre as discrepâncias da sociedade daquela época, as desigualdades sociais, o que as pessoas passavam por não serem nobres ou por serem empregados domésticos, é claro que nem todos eram tão malvados assim e a família Bridgerton nos mostra isso, mas a grande maioria era.
   Nesse livro vamos encarar de verdade o sofrimento de alguém que não tem títulos, nem dinheiro, nem família, ninguém que a defenda do mundo e de suas maldades. Até, é claro, o príncipe encantado aparecer! Ainda assim Julia Quinn nos conquista com a realidade dura e como o amor pode mudar a vida de alguém de forma tão linda!
       Beijos pessoal! 
 

terça-feira, 3 de janeiro de 2017

Favoritos 2016!


   Olá pessoal! Como vocês estão? Um ano novo se iniciou, vem aí novas leituras, novas experiências, mas não poderia deixar passar 2016 em branco.  E por isso vim fazer esse post para falar das minhas melhores leituras de 2016. Li muita coisa boa e foi difícil escolher (risos), mas sempre tem aqueles que são mais marcantes pra gente de alguma forma. A leitura dificilmente acaba sem nos deixar algo: um aprendizado, uma sensação de "quero mais", e isso que quero tanto falar com vocês: mostrar o que esses livros deixaram de tão especial nesse ano que passou. Vamos lá!
 (Eles não estão necessariamente em ordem de predileção.)

   A viajante do tempo - Diana Gabaldon
   Pensem em um livro super completo, com romance, aventura, suspense, história... Então, esse livro é exatamente assim, e ainda dá para dar umas boas gargalhadas, podem confiar! (risos)
O livro fala de uma mulher que viaja no tempo, 200 anos atrás do ano em que vive, ela terá que sobreviver com pessoas totalmente estranhas, uma cultura tão diferente. Ela terá que se adaptar a esse novo mundo. Ele é bem complexo para fazer um resumo tão simples, mas sempre recomendo esse livro, apesar do tamanho, ele não é cansativo, pelo contrário. Vamos ver a personagem amadurecer, viver um amor tão fofo, que dá vontade de pular dentro do livro para abraçar o casal! Foi um livro que me trouxe muitas sensações, principalmente porque também gosto de livros com aventura, e pude desfrutar disso e ainda ler um romance ao mesmo tempo, rir com as trapalhadas dos personagens, sentir medo, e me alegrar... Simplesmente incrível, não consigo parar de indicá-lo para todo mundo!

   O primeiro último beijo - Ali Harris
   Esse livro foi um daqueles que a gente não espera muito mas que nos surpreende tal forma... Aaah!
É sobre um casal jovem que terá que aprender a lidar com as dificuldades da convivência, de abdicar suas vontades pelas vontades do outro e as consequências disso. E por conta de não conseguir lidar com isso eles podem se afastar um do outro, voltar atrás etc. Mas a jornada de amadurecimento, crescimento pessoal, é tão bonita, nos ensina e nos emociona muito! Foi um dos livros mais emocionantes que já li. Além disso, a autora nos pega de surpresa e destrói nossos coraçõezinhos , uma situação surpresa... Nada de spoiler! Só posso dizer que chorei muito, e que amei esse livro, aprendi tanto, tanto! Sempre vou lembrar desse livro e desse casal com muito carinho.

P.S.: Ainda amo você - Jenny Han
   Continuação de "Para todos os garotos que já amei" , eu estava ansiosa por essa continuação e a Jenny Han não me decepcionou. Aqui nossa querida Lara Jean está aprendendo mais a lidar com situações como namorar sério, fazer as escolhas certas, cumprir com suas responsabilidades... E quando leio esses livros vejo muito do nosso cotidiano neles, quem não se identifica com a Lara Jean?! Todos temos inseguranças, temos que aprender a lidar com as situações, principalmente na adolescência, é uma fase de muitas escolhas. E o mostra isso de uma forma fofa, amigável, sinto uma familiaridade com a família dela, uma família aconchegante, cheia de carinho para dar. Ficamos sempre na torcida pelos personagens, e aprendemos com os erros deles também. Fora que podemos nos divertir um pouco com isso tudo. É uma série muito fofa e quero muito saber o que vai acontecer com a nossa protagonista tão querida no terceiro livro que está por vir!

Espada de vidro - Victoria Aveyard
   Esse livro também é uma continuação (eu amo trilogias, séries, etc.), o primeiro " A rainha vermelha" também é ótimo! Uma distopia bem construída, que nos surpreende, e no segundo livro isso continua, com muita adrenalina, descobertas, lutas, pessoas lutando por seus ideais. Eu gosto demais de livros assim, que tem essa pegada de reflexão social, das diferenças que existem entre as classes sociais, isso nos faz refletir. E toda a empolgação das lutas vem bem a calhar pois também gosto dessas adrenalina (risos). Essa série em geral recebeu muitas críticas, por parecer com outras ou porque no segundo livro a protagonista estava decepcionando... MAS, minha opinião é que os livros são excelentes, bem construídos, nos deixam com gostinho de quero mais e "por que acabou o livro logo agora?!" (risos). Recomendo para quem gosta do gênero.

O visconde que me amava - Julia Quinn
   Um romance de época que nos faz suspirar, claro, tinha que ter o dedo da querida Julia Quinn, não é mesmo?! Esse é o segundo da série dos Bridgertons, com um casal que a principio não se gosta, que brigam , ela acha ele um libertino terrível, e... nós sabemos no que isso vai dar!  Apesar da previsibilidade, o romance é engraçado, fofo e envolve superação, é lindo! Um ajudando o outro a enfrentar seus medos. Eu simplesmente amei, amei mais ainda que o primeiro! Quem não conhece essa série precisa conhecer, os romances de época são lindos e essa série é maravilhosa! Eu li no finalzinho do ano e terminei no segundo dia de 2017 mas acho que ainda se encaixa em 2016 não é? Com certeza marcou o ano esse livro lindo!

Bom pessoal, esses foram meus favoritos de 2016, meus queridinhos! E vocês, gostaram desses livros? Quais foram os favoritos de vocês, deixem aqui nos comentários, vou adorar saber.
Desejo a todos vocês seguidores e leitores do blog um 2017 maravilhoso, com muita paz, amor, e claro, muitos livros! Feliz 2017!
        Grande beijo!

O visconde que me amava - Julia Quinn


   A temporada de bailes e festas de 1814 acaba de começar em Londres. Como de costume, as mães ambiciosas já estão ávidas por encontrar um marido adequado para suas filhas. Ao que tudo indica, o solteiro mais cobiçado do ano será
Anthony Bridgerton, um visconde charmoso, elegante e muito rico que, contrariando as probabilidades, resolve dar um basta na rotina de libertino e arranjar uma noiva.
Logo ele decide que Edwina Sheffield, a debutante mais linda da estação, é a candidata ideal. Mas, para levá-la ao altar, primeiro terá que convencer Kate, a irmã mais velha da jovem, de que merece se casar com ela.
Não será uma tarefa fácil, porque Kate não acredita que ex-libertinos possam se transformar em bons maridos e não deixará Edwina cair nas garras dele.
Enquanto faz de tudo para afastá-lo da irmã, Kate descobre que o visconde devasso é também um homem honesto e gentil. Ao mesmo tempo, Anthony começa a sonhar com ela, apesar de achá-la a criatura mais intrometida e irritante que já pisou nos salões de Londres. Aos poucos, os dois percebem que essa centelha de desejo pode ser mais do que uma simples atração.
Considerada a Jane Austen contemporânea, Julia Quinn mantém, neste segundo livro da série Os Bridgertons, o senso de humor e a capacidade de despertar emoções que lhe permitem construir personagens carismáticos e histórias inesquecíveis.
 


   Olá pessoal! Minha última leitura do ano foi um romance histórico da Julia Quinn, terminei ele no comecinho de janeiro, já no final do ano ele conseguiu entrar na lista de "Favoritos de 2016", foi uma leitura muito gratificante, leve, e que me fez suspirar pelo casal!
   Nesse segundo livro vamos conhecer melhor Anthony, irmão mais velho dos Bridgertons, o visconde. Que assumiu a responsabilidade de sua família após a morte de seu pai quando ele tinha 18 anos. É um irmão protetor e responsável, que ama a família, mas que carrega um fardo, um sentimento que o percorre desde a morte de seu pai, e por conta disso leva uma vida de libertino; ele põe na cabeça que não pode e não deve se apaixonar. Apesar disso ele toma a decisão de se casar, o que, claro, causa muita falação na sociedade londrina, que o tem como o melhor pretendente da temporada.
"Não acreditava nem por um segundo que ex-libertinos dessem bons maridos. Nem tinha certeza de que poderia existir um ex-libertino, para começo de conversa." 
   Nessa temporada de 1814 irã participar as duas irmãs Sheffield, Kate e Edwina. Edwina é considerada a mais bonita da temporada e sua irmã Kate a protege dos pretendentes ruins e homens indesejáveis. Enquanto ela mesma não se preocupa em se casar. Quando Anthony decide cortejar Edwina uma guerra entre os dois começa. Ela está decidida em proteger sua irmã do maior libertino de Londres, e ele está decidido em se casar com Edwina.
   Kate é uma moça esperta, inteligente, decidida, carinhosa e com resposta sempre na ponta da língua. As provocações entre os dois é constante, ela implica com ele a todo momento, tentanto afastá-lo da irmã. Duas pessoas que a principio se odeiam, brigam igual cão e gato, discutem, acabam se aproximando e dando um belo romance, bem previsível, mas nem por isso menos interessante e fofo.
"- De fato, eu não deveria provocá-la. Não é muito inteligente de minha parte, não é? O problema, porém, é que simplesmente não consigo evitar. (...) - O que posso dizer? A senhorita desperta algo em mim, Srta. Sheffield." 

   A forma como eles se aproximam não é a mais romântica, mas vai conquistando o leitor, nos fazendo rir, e pensar "não vai demorar muito para esses dois perceberem o quanto estão apaixonados".
"Era a tal centelha. A infeliz centelha que parecia nunca se apagar entre eles. Aquela comichão irritante que ardia sempre que ela entrava num cômodo, ou suspirava, ou esticava o pé. Aquele sentimento insistente de que ele podia, caso se permitisse, amá-la."
   Aos poucos eles vão achar um no outro coisas boas, vão se entender como ninguém nunca os entendeu, vão superar juntos seus medos e anseios, encarar isso com a ajuda do outro. Um romance encantador. E de pano de fundo temos a família Bridgerton, com uma mãe super determinada em casar seu filho mais velho, seus irmãos hilários, que estão sempre aprontando. Achei livro ainda melhor que o primeiro, e nesse também vemos o casal do primeiro livro, a série é ótima, já estou ansiosa para saber o que vai acontecer com os próximos irmãos, principalmente o Colin, que é muito engraçado e debochado! (risos)
   A escrita da Julia Quinn é marvilhosa, faz juz ao sucesso que ela vem tendo, ela escreve de forma que nos faz ficar apaixonados. Ela foi a minha porta de entrada para os romances de época, e desde então quero cada vez mais ler esse gênero encantador.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

Espada de vidro - Victoria Aveyard


   Se sou uma espada, sou uma espada de vidro, e já me sinto prestes a estilhaçar.
O sangue de Mare Barrow é vermelho, da mesma cor da população comum, mas sua habilidade de controlar a eletricidade a torna tão poderosa quanto os membros da elite de sangue prateado. Depois que essa revelação foi feita em rede nacional, Mare se transformou numa arma perigosa que a corte real quer esconder e controlar.
Quando finalmente consegue escapar do palácio e do príncipe Maven, Mare descobre algo surpreendente: ela não era a única vermelha com poderes. Agora, enquanto foge do vingativo Maven, a garota elétrica tenta encontrar e recrutar outros sanguenovos como ela, para formar um exército contra a nobreza opressora. Essa é uma jornada perigosa, e Mare precisará tomar cuidado para não se tornar exatamente o tipo de monstro que ela está tentando deter.



   Olá pessoal! Como vocês estão? Hoje vim falar sobre a continuação de "A rainha vermelha", uma distopia que me cativou bastante e a continuação não foi diferente. Vem saber um pouco mais!
   Depois do que Mare e a Guarda Escarlate fizeram no palácio, eles fogem para encontrar os outro da Guarda. Vamos de encontro a um movimento muito maior do que Mare imaginava, e ela vai contar com Cal, o "príncipe exilado", nessa grande aventura. Isso com certeza não é bem aceito logo de cara pelos outros, como Farley, que trata Cal com desdém e desconfiança.
   Nesse livro Mare, Farley, Cal, Shade, Kilorn e outros que irão aparecer posteriormente irão em busca dos sanguenovos, os que são iguais a Mare e Shade, vermelhos e prateados ao mesmo tempo... Essa busca vai trazer muita adrenalina, emoção, ameaças da parte do novo rei - Maven, super cruel a propósito - que irão mexer com as estruturas desses rebeldes e, claro, com as nossas também.
   Nessa aventura eles vão desafiar pessoas poderosas, lutar por seus ideais, e acima de tudo testar sua coragem, até onde eles vão para alcançar o que querem? Muito longe, vocês podem ter certeza.
"As pessoas sabem meu nome, conhecem meu rosto e meus poderes. Sou valiosa, sou poderosa, e Maven fará qualquer coisa para me impedir de contra-atacar."

   Confesso que a Mare irrita bastante a gente nesse livro, ela passa dos limites, se transformando naquilo que ela sempre temeu e julgou, se achando superior aos próprios amigos por ter poderes prateados mesmo sendo vermelha. Os pensamentos dela em relação ao seu irmão Shade e Kilorn, que sempre foi amigo dela, ás vezes nos assusta, por parecer que não se importa. Mas aos poucos ela entra em uma montanha russa de sentimentos, sendo mais fria em alguns momentos e logo depois só quer proteger seus amigos e irmão. É bastante confuso. Ela se mostra bastante confusa no livro, perdida entre vingança, e a vontade mudar as coisas, mas o que ela faz para alcançar isso é que a transforma... Mas ela irá provar seus sentimentos pelos que ama, só não poderei contar como (risos).
"Tenho medo de estar sozinha mais do que qualquer outra coisa. Então, por que eu faço isso? Por que eu afasto as pessoas que amo? O que há de errado comigo?Eu não sei.E eu não sei como fazer isso parar."
   Nessa busca por sanguenovos e luta pela revolução, Cal e Mare se aproximam mais ainda, ela sente uma grande atração por ele, se sente protegida e uma compreensão e afinidade que não sente com os outros, mas teme o momento que ele a abandone, mas ele nos surpreende ainda mais nesse livro : sendo tão corajoso, forte, inteligente, esperto, protegendo , lutando ao lado de pessoas que nunca pensou que lutaria, lutando uma luta que não é dele. Shade, irmão de Mare também mexe bastante com o leitor, sendo um irmão protetor e preocupado, assim como Kilorn, um amigo fiel, mas que ás vezes se sente um pouco rejeitado ou desvalorizado por ela.
"Ninguém nasce mau, assim como ninguém nasce sozinho. As pessoas se tornam más e solitárias, por escolha e circunstância."
   Eu fiquei completamente presa a esse livro, acreditem ou não, mais empolgante ainda que o primeiro, com muitas emoções e aventuras! A escrita da autora é ótima, nos prende e descreve bem, sem ser chata, pelo contrário, achei a escrita fluida, talvez eu tenha achado isso porque li rápido (risos), são tantas surpresas e reviravoltas durante a história que não conseguia parar de ler. Foi maldade o que ela fez no final, fiquei indignada de como acabou o livro e simplesmente não sabemos ainda quando sairá a continuação. Vou morrer de curiosidade! Mas vale muito a pena, adorei essa revolução, apesar dos momentos de indignação, o livro é ótimo e super recomendo. Mas já alerto: preparem os corações!


sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

Razão e sensibilidade - Jane Austen

 Este foi o primeiro romance de Jane Austen. Publicado em 1811, logo recebeu reconhecimento do público, Razão e Sensibilidade é um livro em que as irmãs Elinor e Marianne representam uma dualidade, de maneira alternada, ao longo da narrativa. As expectativas vividas pelas duas com a perda, o amor e a esperança, nos aponta para um excelente panorama da vida das mulheres de sua época. As irmãs vivem em uma sociedade rígida, e ambas tentam sobreviver a esse mundo cheio de regras e injustiças. Tanto a sensível e a sensata Elinor como a romântica e impetuosa Marianne se veem fadadas a aceitar um destino infeliz por não possuírem fortuna nem influências, obrigadas a viver em um mundo dominado por dinheiro e interesse. As duas personagens passam por um processo intenso de aprendizagem, mesclando a razão com os sentimentos na busca por um final feliz.
   Olá! Tudo bem com vocês? Terminei aquela edição especial da Jane Austen, o último que faltava era Razão e sensibilidade; Orgulho e preconceito, Persuasão já tem resenha aqui no blog. E tenho que admitir mais uma vez que sinto certa dificuldade ao ler os livros dela, por conta da linguagem, então a leitura acaba sendo um pouco mais arrastada, mas valeu a pena insistir.
   Nessa narrativa vamos ter foco nas irmãs Dashwood, Marianne e Elinor, e claro também no romance, mas a autora deu bastante foco nas irmãs e suas relações. Depois que seu pai vem a falecer elas duas, a mãe e a irmã mais nova, Margaret, irão se mudar para que seu meio irmão tome posse da casa em que moravam, e irão se mudar para um lugar um tanto distante de onde moravam, o que a princípio as deixa tristes e desamparadas, porém ao chegarem ao novo lar, tem suas esperanças renovadas, por um lar aconchegante, vizinhos tão hospitaleiros, novos círculos de amizade, e etc.
   Um belo dia, enquanto as irmãs passeiam em um dia ensolarado pelas redondezas para conhecer melhor o local, Marianne escorrega e torce o tornozelo, e aí, como num conto de fadas... O príncipe aparece de cavalo e tudo mais! A cena é muito romântica, ele chega, como um galã, super gentil e faz questão de socorrer a menina que se machucara e a leva para casa. Promete voltar a visitá-la e realmente retorna, para o prazer de todas da casa, que são todas suspiros por esse rapaz chamado Willoughby. Marianne e ele começam um romance de dar gosto, tão apaixonados e tanto em comum. Porém sua irmã Elinor teme por tanta afeição crescendo tão rapidamente entre os dois.
    E logo será possível ver que Elinor tem razão. Porém ela mesma não está com o coração a salvo, já que quando saiu de sua antiga casa deixou um amor, por quem esperava que a visitasse, visita essa que vem demorando demasiadamente. Elas são convidadas pela srª Jennings, uma senhora conhecida delas, a passarem um tempo em Londres com ela. Marianne acha isso bastante conveniente já que é lá que seu amado se encontra no momento, e Elinor vai também para que sua irmã tenha alguém da família por perto.
   Vamos vendo os príncipes se transformando em sapos, fiquei extasiada com os acontecimentos e revelações. Noivados as escondidas, farsas, e corações partidos por todos os cantos! Esse livro tem muita emoção e decepções amorosas, mas também terá um final digno de conto de fadas. Apesar dos pormenores, os caminhos certos se encontram. E é possível entender com clareza o título, Elinor, quando passa por suas decepções amorosas é tão controlada e sensata, sabe como lidar com as situações, de guardar os sentimentos e cuidar de sua irmã, que ao contrário dela é toda drama, choro, não segura um sentimento se quer dentro de si, logo se apressar em demonstrar e colocá-lo para que todos vejam!
   Adorei a história, apesar da narrativa mais devagar, consegui sentir essências, personalidades, sentimentos, e também consegui me identificar um pouco com Elinor, que muitas vezes inibe seus sentimentos para não preocupar as pessoas. Achei ela uma personalidade forte se comparada com outras da própria história e de outras da própria autora, e isso chamou bastante minha atenção e me cativou bastante. Se pensam em largar uma história porque está arrastada, tente dar mais uma chance, eu dificilmente abandono um livro sem dar uma segunda chance, e dou esse conselho a vocês também, vale muito a pena!
       

domingo, 13 de novembro de 2016

Essa luz tão brilhante - Estelle Laure

 
O pai dela surtou e foi internado. A mãe disse que ia viajar por uns dias e nunca mais voltou. Wren, sua irmãzinha, parece bem, mas já está tendo problemas na escola. Lucille tem só 17 anos, e todos os problemas do mundo. Se não conseguir arrumar um emprego para pagar as contas e fingir para os vizinhos que está tudo em ordem, pode perder a guarda da irmã. Sorte a dela ter Eden, uma amiga tão incrível que se dispõe a matar aulas para ajudá-la. Azar o dela se apaixonar perdidamente justo agora, e justo por Digby, o irmão gêmeo de Eden, que é lindo, ruivo... mas comprometido. Essa luz tão brilhante é a história de uma garota que descobre uma grande força dentro de si enquanto aprende que a vida e o amor podem ser imprevisíveis, assustadores e maravilhosos – tudo junto e misturado.
   





     Olá pessoal! Como vocês estão? Eu sei, eu sei, estou sumida, peço desculpinhas por isso, e dizer que estava morrendo de saudade de resenhar e de interagir com vocês! Bem, Essa luz tão brilhante, foi um livro que li tão rápido, e apesar de abordar alguns temas mais densos, achei a leitura bem fluída e leve. 
   Lucille se vê em uma situação que faria qualquer pessoa desabar: seu pai está internado porque surtou e sua mãe simplesmente saiu e não voltou mais deixando ela e a irmã mais nova por conta própria. Apesar disso vejo Lucille sendo forte e encarando isso de uma forma que talvez eu não encararia. 
   Logo ela percebe que precisa de um emprego para sustentar ela e Wren, sua irmãzinha que nos encanta e ganha nossos corações. Ainda por cima ela anda meio que em uma paixonite pelo irmão gêmeo (Digdy) de sua melhor amiga (Eden). O maior problema é que ele tem namorada e como isso pode dar certo, não é? 
   A amizade de Lucille e Eden é muito bonita, apesar de Eden ser meio "doidinha", se mostra prestativa e solidária com a amiga. 
   Lucille arruma um emprego em lugar que nunca se imaginou trabalhando, mas sabe que é preciso para pagar as contas de luz, telefone, comprar comida e etc. E acaba se surpreendendo com as amizades que acaba por fazer lá, totalmente inesperadas. 
   Um mistério surge no meio disso tudo, um anjo, como ela e Wren costumam chamar, enche os armários de comida, cortam a grama e fazem generosidades anonimamente, quando elas não estão em casa. 
"(...) Memórias escapam, sabe, se a gente não achar um jeito de fazer com que elas permaneçam. (...)"
   "Essa luz tão brilhante" não foi um dos melhores livros que li, nem um dos piores, eu achei que poderia ter sido mais profundo se tratando de um tema assim, com crise familiar, duas meninas sozinhas e tudo mais. Mas talvez essa tenha sido a intenção da autora: não aprofundar tanto. E o modo como o livro acabou, eu fiquei perdida, achei que tinha alguma página faltando no meu livro! Então fiquei sabendo que tinha continuação (risos), e admito que estou muito ansiosa para saber o que vai acontecer de agora em diante. Mas como eu disse, não foi um dos melhores e não mexeu tanto comigo quanto eu achei que iria acontecer, talvez minhas expectativas estivessem altas demais. Em relação ao romance criado, achei um pouco fraco, ainda mais por ter uma terceira pessoa incluída nesse meio, mas talvez as coisas mudem na continuação. 
(...) Explique qual é o objetivo de viver se você não estiver disposta a lutar pelas verdades do seu coração, a correr o risco de se machucar."
   Beijos pessoal!